Tabela 1. Relação entre a área-orla para 1 ha de terra. Fonte: Payne e Bryant (1998).

Apesar de serem conhecidas múltiplas vantagens na utilização deste tipo de medidas de gestão, a utilização de culturas para a fauna e, de uma maneira geral, o fornecimento de alimento às populações animais, apresenta também os seus inconvenientes (Payne e Bryant, 1998), dos quais se destacam:
. em determinadas situações podem provocar uma agregação excessiva de indivíduos, podendo aumentar a probabilidade de transmissão de doenças e aumentar a predação;
. podem atrair espécies que não são alvo da gestão;
. podem ser pouco económicas;
. as zonas com clima mais seco podem limitar o sucesso das culturas escolhidas.
Considerações finais
As culturas para a fauna podem constituir um meio muito útil para a gestão dos habitats, independentemente do fim a que os gestores se propõem. Uma correcta selecção das culturas e uma adequada instalação são aspectos fundamentais que o gestor deve ter em consideração. Deste modo, pormenores como a distribuição, a forma e os tipos de culturas a utilizar constituem aspectos técnicos essenciais para o bom sucesso das culturas e das medidas de gestão associadas. Os gestores devem ter em consideração que a gestão só se justifica se as medidas propostas puderem colmatar algum tipo de lacunas a nível alimentar, de coberto, de nidificação, entre outros aspectos.

Referências
Borralho, R.; Barreto, A.; Silva, L. e Santos-Reis, M. (2000). Avaliação financeira de projectos de exploração cinegética em montado: um exemplo da Serra de Grândola. Revista de Ciências Agrárias, 23: 63-83.
Payne, N.F. e Bryant, F.C. (1998). Wildlife habitat management of forestlands, rangelands, and farmlands. Krieger, Malabar, Florida.
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