Os Cogumelos - Diversidade e Ecologia

Celeste Santos e Silva e Rogério Louro – Universidade de Évora
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Soutos e castinçais de Castanea sativa (castanheiro)

Mais abundantes na região a norte do Tejo, em zonas com altitudes superiores a 500 metros e com baixas temperaturas no Inverno, apresentam uma enorme riqueza em espécies de macrofungos, sendo que Russula, Lactarius, Amanita, Inocybe e Cortinarius são alguns dos géneros de macrofungos melhor representados nestes ecossistemas. De destacar ainda a presença de várias cogumelos comestíveis, tais como, os rapazinhos (Cantharellus cibarius), as amanitas dos césares (Amanita caesarea), os tortulhos ou cepas (Boletus edulis), entre outros.

Fig. 4 – Tortulho (Boletus edulis)

Montados de Quercus suber (sobreiro) e Q. rotundifolia (azinheira)

Dominando as paisagens do sul de Portugal, estes ecossistemas semi-naturais resultantes da transformação dos bosques de sobro e azinho originais, exibem uma enorme diversidade micológica, fruto da abundância de nichos ecológicos criada pela multiplicidade de usos tradicionalmente associada à exploração dos montados. Como tal, poderemos encontrar nestes ecossistemas não só espécies de macrofungos habitualmente associadas ao sobreiro e à azinheira mas também espécies que surgem em zonas dominadas por arbustos, como por exemplo a túbera (Terfezia spp. (Fig. 5)) e a silarca (Amanita ponderosa (Fig. 6)), os cogumelos “Ex libris” da região Alentejo. Outras espécies de cogumelos comestíveis existentes nestes bosques incluem, os rapazinhos (Cantharellus cibarius), as amanitas dos césares (Amanita caesarea), os pé azul (Lepista nuda) as línguas-de-gato (Hydnum repandum) e os tortulhos ou cepas (Boletus edulis, Boletus aereus, Boletus reticulatus).

Fig. 5 – Túbera (Terfezia arenaria)

Fig. 6 – Silarca (Amanita ponderosa)

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