Pinhais de Pinus pinea (pinheiro-manso) e Pinus pinaster (pinheiro-bravo)
Bastante frequentes a norte do Tejo, em toda a península de Setúbal e menos vulgarmente a sul (em pequenos núcleos), a diversidade micológica destes pinhais varia em função da altitude a que se encontram e da sua orientação. Contudo, várias espécies de macrofungos, tais como as sanchas (Lactarius deliciosus, L. sanguifluus (Fig. 1), L. semisanguifluus) e os tortulhos (Boletus pinophilus), consideradas como excelentes comestíveis, são comuns nestes bosques ou podem ser encontradas associadas a estes pinheiros.

Fig. 2 – Rapazinho (Cantharellus cibarius)
Carvalhais de Quercus robur (carvalho-alvarinho), de Q. pyrenaica (carvalho-negral), de Q. faginea (carvalho-português)
Distribuídos por quase todo o território nacional, destes bosques restam actualmente pequenas manchas florestais sobretudo a norte do Tejo, que no entanto exibem algumas das mais belas espécies de macrofungos bem como outras bastante apreciadas do ponto de vista gastronómico. De entre as espécies de cogumelos comestíveis existentes nestes bosques destacam-se, os rapazinhos (Cantharellus cibarius (Fig. 2)), as amanitas dos césares (Amanita caesarea (Fig. 3)), as línguas-de-gato (Hydnum repandum) e os tortulhos ou cepas (Boletus edulis (Fig. 4) e Boletus aereus).

Fig. 3 – Amanita dos césares (Amanita caesarea)