Dimensão social, económica e ambiental da produção de cortiça

Luís Gil, INETI, Unidade de Tecnologia da Cortiça
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A extracção regular da cortiça do sobreiro é uma contribuição fundamental para a sustentabilidade ecológica, económica e social de vastas áreas de espaço rural da Região Mediterrânica, onde ocorrem e são explorados os montados.

 

 

Introdução

A extracção regular da cortiça do sobreiro é muito importante para a sustentabilidade dos montados, adaptados a uma exploração económica num contexto multiuso em perfeita harmonia com a protecção ambiental. O sobreiro é parte de um sistema multifuncional e estável em equilíbrio com o seu ambiente.

O valor ambiental do montado está relacionado com o seu comportamento como barreira contra a desertificação e pelo facto de ser um sistema de elevada biodiversidade, para além de prestar um importante contributo para a fixação de CO2, e da potenciação do seu uso como área de lazer.

Em relação aos aspectos sociais, a exploração da cortiça permite a criação/manutenção de um volume importante de emprego, nomeadamente em zonas carenciadas, através das operações de tiradia, poda e tratamentos culturais ou de intervenção nos solos, onde cerca de 6000 pessoas trabalham sazonalmente. Existem em Portugal cerca de 900 empresas relacionadas com a cortiça onde trabalham cerca de 15000 pessoas.

Economicamente, a produção e transformação de cortiça é um dos sectores com grande importância na economia portuguesa, nomeadamente a nível das exportações, tendo recentemente ultrapassado o valor de 1000 milhões €/ano.

As aplicações de cortiça vão desde a vedação de bebidas, às aplicações industriais, construção civil, indústria automóvel e aeronáutica, entre outras, sendo de promover utilizações diversificadas e de maior valor acrescentado, de modo a que esta utilização mundial venha a ser relacionada com um conhecimento melhorado e de promoção da defesa do montado.

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