Sexo infrutífero na luta biológica

Miguel Monteiro
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Uma das grandes vantagens de usar só machos é evitar as “picadas estéreis” que as fêmeas fariam e que danificariam os frutos; outra vantagem está subjacente ao princípio da luta biológica: não usar produtos químicos, com todos os benefícios inerentes para o ambiente. 

As preocupações com o futuro do planeta são uma das razões mais importantes para desenvolvimento dos métodos de luta biológica. A técnica do insecto estéril usada na Madeira é talvez o exemplo mais significativo devido aos números envolvidos. Mas por todo o País se faz e desenvolve o controlo biológico. Por exemplo, nos Açores introduziram-se 150 mil joaninhas para combater afídeos (uma praga de citrinos) e em Trás-os-Montes usam-se larvas de joaninha para eliminar aranhiços-vermelhos (pragas das macieiras). Aliás, na Europa, Portugal foi pioneiro neste tipo de luta quando, em 1897, se introduziram joaninhas para combater icérias (praga dos citrinos), tal como se fizera em 1888 na Califórnia. A nível internacional, já se produzem industrialmente mais de 15 espécies de insectos e aranhas para serem usados no controlo biológico. 


É ainda difícil ter grandes explorações agrícolas sem recurso a pesticidas. Uma solução é fazer uma protecção integrada das culturas, através do uso dos predadores e parasitas naturais das espécies praga, de modo a reduzir ao mínimo a aplicação de químicos. A luta biológica, como a realizada na Ilha da Madeira, deverá ser uma aposta de futuro, com vista a travar os danos causados à Natureza. Só os EUA, em 1997, lançaram para o ambiente 2,5 milhões de toneladas de pesticidas e outros produtos químicos. Cerca de 672 milhões de aves foram contaminadas. O Homem também.
 
Sites Recomendados

www.sra.pt/dra/servapoi/madmed/MadMed.htm

www.agrobio.pt

www.sativa.pt

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