Estudo: Extinção dos Mamutes contribuiu para a subida da temperatura atmosférica

Filipa Alves (02-07-10)
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Cientistas americanos sugerem que o desaparecimento destes herbívoros gigantes permitiu a proliferação das bétulas, cujas florestas de árvores frondosas absorvem mais radiação solar do que as estepes que vieram substituir, causando uma subida média da temperatura global de 0,1ºC.

Vai ser publicado na próxima edição da revista Geophysical Research Letters um estudo levado a cabo por cientistas do Carnegie Institute for Science que sugere que a influência dos humanos no clima pode não ser um fenómeno recente.

Os cientistas sugerem que a extinção dos mamutes como resultado da perseguição humana esteve na origem de uma subida na temperatura. Esta é a conclusão do estudo que relaciona a disseminação das bétulas com o desaparecimento destes herbívoros gigantes.

Segundo os cientistas o desaparecimento dos mamutes, que se alimentavam das folhas e ramos de árvores jovens impedindo que se desenvolvesse originando florestas, propiciou a proliferação das bétulas, cujos bosques vieram ocupar o lugar de até 25% das estepes onde os grandes herbívoros se alimentavam.

Como as copas frondosas das bétulas absorvem mais radiação solar do que a vegetação rasteira das estepes, a explosão populacional das bétulas conduziu a uma subida da temperatura que os cientistas estimam ter atingido os 0,1ºC a nível global há 15 000 anos atrás.

Na Beríngia, ponte entre a Sibéria e o Alasca que actualmente se encontra submersa, a subida da temperatura deverá ter sido de maior magnitude atingindo os 0,2ºC.

Fonte: news.sciencemag.org

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