É preciso não esquecer três graves problemas que se põem a quem estuda a sua diversidade:
. Na maioria dos casos pouco mais se conhece de cada espécie que um nome científico, uma breve descrição morfológica e uma ou poucas localidades de origem.
. A maioria da diversidade é ainda desconhecida em absoluto, mais de 10000 novas espécies são descritas por ano e o trabalho revela-se infindável.
. O interesse que os artrópodes despertam na opinião pública é muito baixo, o que influencia negativamente as possibilidades de trabalho com o grupo.

Estes três pontos levantam uma questão fundamental. Ao ritmo actual levaremos um milénio a descrever todas as espécies, mas dada a constante e crescente destruição dos seus habitats muito provavelmente uma grande percentagem das espécies extinguir-se-á antes mesmo de chegar a ser descrita. E quantas não se terão já extinto por nossa acção antes de as termos descoberto?
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