. Apêndices articulados, permitem a locomoção e a manipulação de alimento de forma mais eficiente.
. O ar é distribuído directamente às células e tecidos através de traqueias, o que permite a manutenção de um alto metabolismo.
. Órgãos sensoriais altamente desenvolvidos como olhos compostos (ou visão tridimensional e a cores no caso de algumas aranhas) e receptores olfactivos, tácteis ou sonoros.
. Competição intra-específica reduzida através de metamorfoses que permitem que juvenis e adultos ocupem nichos ecológicos diferentes.
. Padrões de comportamento complexos, tanto instintivos como aprendidos. Alguns são mesmo capazes de aprender por tentativa e erro.
. A capacidade de voo da maioria dos insectos que lhes permitem explorar novos recursos ou escapar de condições adversas.

Apesar das características de sucesso, os artrópodes basicamente funcionam numa escala a que não estamos habituados. As suas espécies tendem a apresentar distribuições mais limitadas que os vertebrados e maior grau de endemismo do que qualquer grupo em quase todos os locais, permitindo uma maior precisão em estudos biogeográficos e evolutivos. No entanto, apesar do seu sucesso evolutivo e face ao crescente distúrbio humano dos habitats, vários estudos apontam para que maior percentagem (já para não falar de números absolutos) de artrópodes esteja ameaçada de extinção do que de qualquer outro grupo animal. Em termos científicos, eles apresentam assim enormes desafios e dificuldades também no que se refere à sua conservação.