Gramíneas

Miguel Porto
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Stipa offneri, uma gramínea muito rara em território nacional, aqui crescendo na sua única localização conhecida, uma encosta marítima da Serra da Arrábida.

Várias outras gramíneas são muito raras; aqui mencionaram-se apenas algumas das endémicas e em risco. Porém, outras há que, não sendo endémicas, são de ocorrência muito pontual no território nacional. Entre elas refere-se aqui Stipa offneri, um exemplo típico pois apesar de ter uma distribuição generalizada no oeste do Mediterrâneo, o seu habitat preferencial é restrito, limitando-se a fendas de rochas calcárias, por vezes em montanha, e ocorrendo, em Portugal, apenas num local – algumas encostas marítimas da Serra da Arrábida.

Obviamente que todos estes nomes não dizem nada, e as poucas fotografias pouco ajudam. Por isso convido o leitor a dar um passeio pelo campo, em fins de Maio, talvez munido de uma lupa de bolso, para observar a diversidade de plantas que há neste grupo; reparar no quão diferentes, afinal, elas são, quando olhamos atentamente e quiçá aperceber-se dos pequenos indícios ecológicos que se escondem por detrás da distribuição espacial de cada espécie. Para quem aceita o desafio de identificar uma gramínea (e porque não?), aconselho a consulta de Romero Zarco (1990).

Bibliografia aconselhada

Franco, J.A., Afonso, M.L.R.. (1998). Nova Flora de Portugal. Vol. III, fasc. II.

ICN. (Sem data). Plano Sectorial Rede Natura 2000. http://www.icn.pt/psrn2000/

Romero Zarco, C. (1990). Claves para la identificacion de los géneros de gramíneas de la Peninsula Ibertica e Islas Baleares. Lagascalia 15(2): 223-261

Stevens, P.F. (2001 onwards). Angiosperm Phylogeny Website. Version 6, May 2005. http://www.mobot.org/MOBOT/Research/APweb/

Valdés, B., Talavera, S., Galiano, E.F. (1987). Flora vascular de Andalucía Occidental. Vol. 3. Ed. Ketres. Barcelona.

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