Vida Subterrânea

Pedro Cardoso (texto) e Francisco Rasteiro (fotografia)
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Dentro destes grupos, provavelmente os mais interessantes são os troglóbios, os verdadeiros cavernícolas que não sobrevivem no exterior. Entre eles podemos contar maioritariamente com artrópodes (aranhas, pseudoescorpiões, palpígrados, diplópodes, colêmbolos, dipluros, coleópteros, isópodes, decápodes, anfípodes) mas também com anfíbios (e.g. Proteus do karst Esloveno) ou peixes (presentes em cavernas de quase todo o mundo, ausentes no entanto na Europa). Frequentemente apresentam modificações morfológicas, comportamentais e fisiológicas adaptadas ao meio, modificações essas que permitem vingar em ambiente tão aparentemente inóspito como é o meio subterrâneo. Pode-se assim verificar, em maior ou menor grau, as seguintes modificações:

- Anoftalmia (ausência de olhos);
- Despigmentação;
- Desenvolvimento acentuado dos apêndices; como parte do
- Desenvolvimento de estruturas sensoriais alternativas à visão;
- Não existência de ciclos diários ou mesmo anuais;
- Baixo metabolismo; que leva a
- Prolongada longevidade.

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