O texugo Americano (Taxidea taxus) ocupa uma vasta área da América do Norte: desde o Sudoeste do Canadá até ao México central, e da costa da Califórnia até ao Missouri e Illinois. Tal como o texugo eurasiático, esta espécie está presente numa grande variedade de habitats sendo, no entanto, mais comum em pradarias e florestas de folha caduca. Nas zonas mais a Norte pode entrar em semi-dormência durante os Invernos mais rigorosos, estando activa todo o ano quando as temperaturas não baixam demasiado. Os indivíduos desta espécie são, em geral, de dimensões semelhantes aos texugos eurasiáticos (42 a 72 cm de comprimento e 3,5 a 12 kg de peso), e maioritariamente nocturnos, repousando de dia em tocas escavadas por si. Há relatos de tocas escavadas no asfalto e em ruas, o que mostra como são poderosas as suas garras; contudo as suas tocas não chegam à complexidade das do texugo Euroasiático. Esta espécie é predominantemente carnívora, consumindo preferencialmente ratos e, como complemento, alimentos vegetais e insectos. Estes animais podem formar grupos de caça com coiotes isolados, mas não se sabe grande coisa desta cooperação. Usam as suas glândulas anais como mecanismo de defesa, através da produção de um odor desagradável. São capturados em grande escala por causa da sua pele, sendo retiradas cerca de 50 000 peles todos os anos nos EUA e Canadá.

Taxidea taxus
O ratel ou texugo do mel (Mellivora capensis) distribui-se por quase toda a África sub-sahariana, estendendo a sua área de distribuição através da Península Arábica até à Índia. São do tamanho do texugo Eurasiático (cerca de 70 cm de comprimento e até 12 kg de peso), apresentando hábitos maioritariamente nocturnos (apesar de poderem ser vistos de dia fora das tocas). O ratel alimenta-se de escorpiões, insectos, frutos, ovos, répteis, porcos-espinhos, e roedores. Alguns machos especializam-se na captura de grandes mamíferos, tais como lebres, raposas e juvenis de antílopes. Podem ainda rasgar a casca das árvores para chegar aos ninhos de abelhas (daí ser, por vezes, denominado texugo do mel), e desenterrar todo o tipo de comida, incluindo cadáveres humanos. O ratel pode associar-se à ave melífera para se alimentar: a ave com o seu chamamento característico conduz o ratel até um cortiço de abelhas; o ratel, por sua vez, parte o cortiço e partilha a sua refeição. A secreção da sua glândula anal tem duas funções distintas: a de marcação do território e a de anestésico contra as abelhas.