No ano em que se volta a dar particular relevo ao filme “2001 - Odisseia no Espaço”, a possibilidade de hibernação ou congelamento de seres humanos é assunto de algum debate. As vantagens apontadas seriam muitas: congelar pacientes que precisassem de transplante de órgãos; evitar a proliferação de infecções em queimaduras profundas, ganhando tempo para o cultivo de fragmentos da própria pele para enxertos; em cenários de guerra, conservar os feridos até que estes pudessem receber os cuidados necessários. Actualmente, no tratamento de doentes com aneurisma da artéria basilar a sua temperatura é diminuída para os 14-18ºC, de modo a parar a circulação sanguínea e ser possível “entrar-se” no cérebro. No entanto, até que se consigam enviar astronautas congelados para o espaço, há ainda um longo caminho a percorrer: sabe-se qual o gene que pára o metabolismo dos hidratos de carbono e o que controla a produção das enzimas que separam os ácidos gordos; suspeita-se que a melatonina controlará a acção conjunta destes genes, mas o resto…