A processionária na saúde do animal doméstico

Daniela Paiva Calado
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Que factores climatéricos afectam o ciclo de vida da processionária?

O ciclo biológico da lagarta do pinheiro é influenciado principalmente pela chuva e pela temperatura ambiente. As chuvas fortes e constantes são capazes de destruir os ninhos edificados no hospedeiro (pinheiro), interrompendo o ciclo na transição de ovo para lagarta ou mesmo afectando as cinco fases do estádio larvar. Por seu turno, as temperaturas amenas aceleram a eclosão dos ovos e o consequente aparecimento de larvas com propriedades urticantes.

Assim sendo, de um ano para o outro varia a ocorrência no tempo de cada estádio de desenvolvimento desta praga florestal, flutuando igualmente a incidência do número de casos de intoxicação por contacto com a processionária, quer em medicina humana, quer no âmbito veterinário.


Aspectos clínicos veterinários da intoxicação por contacto com a processionária

Na clínica veterinária, o diagnóstico de intoxicação por contacto pela processionária é muitas vezes dificultado pela escassa informação de história clínica sobre o animal em causa. Frequentemente o cão e o gato saem de casa para o seu passeio sem que os seus donos se apercebam dos caminhos por onde andam ou o que cheiram, abocanham ou comem. Quando regressam, despertam a atenção pelo seu focinho inchado (edemaciado) língua grossa (macroglossia) por vezes azulada (cianótica), babar intenso (hipersiália e sialorreia), comichão (prurido), vómito e dor intensa quando o dono tenta à força abrir-lhes a boca na ideia de encontrar um corpo estranho (pau, lasca de madeira, etc.).

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