Recuperação Ecológica de Pedreiras – um caso de estudo na Serra da Arrábida

Graça Oliveira – Centro de Biologia Ambiental da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa
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Foto 4 - Zona da pedreira afectada por incêndio (Verão de 2004). Rapidamente se desenvolveram, a partir de semente ou de toiça, plantas das espécies típicas da vegetação da Serra da Arrábida, num processo semelhante ao observado na comunidade vegetal envolvente da pedreira. Isto demonstra a resiliência do novo sistema face às perturbações naturais, um dos aspectos essenciais da sua sustentabilidade.

Considerando estas prioridades e critérios, estabeleceu-se em 1998 uma colaboração entre o Centro de Ecologia e Biologia Vegetal2 (Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa) e a SECIL-Outão tendo por principais objectivos:

. Avaliar da qualidade (ecológica) da recuperação paisagística desenvolvida na pedreira do Outão (Serra da Arrábida).
. Aprofundar a informação biológica e ecológica relativa a espécies mediterrânicas de diferentes grupos funcionais, potencialmente úteis para a revegetação destas áreas degradadas.
. Propor e testar essas espécies vegetais ou novos processos para melhoramento das intervenções de recuperação, a nível do substrato e do coberto vegetal.

Os estudos e ensaios já realizados e em curso incidem não apenas sobre a vegetação mas também sobre o solo (ou, mais correctamente, o substrato introduzido), já que a evolução deste condiciona inevitavelmente o desenvolvimento das plantas. Assim, têm sido monitorizados diversos parâmetros físico-químicos e texturais, bem como a actividade biológica do solo. A vegetação é monitorizada através de indicadores de crescimento, produtividade e diversidade.

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