Insectos, plantas e jardins

Sara Otero
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Portanto, não pulverize insectos a menos que observe e existência de uma praga, a identifique e saiba qual o seu ciclo de vida. A identificação positiva dos insectos é extremamente importante, sendo igualmente importante a identificação dos seus diferentes estágios de desenvolvimento. Por exemplo, a maioria das pessoas reconhece a forma adulta da joaninha, mas não identifica com facilidade este insecto benéfico na forma larvar. Infelizmente, as larvas pouco têm a ver com a forma adulta e são mortas, pensando-se que são nocivas para as plantas.

Por outro lado, os resíduos dos pesticidas poderão diminuir a segurança dos alimentos na altura da sua colheita. Além de ambientalmente indesejável, a utilização dos pesticidas torna o contacto com as suas plantas menos seguro, particularmente se frequentarem o seu jardim animais e crianças.

Se a população de insectos benéficos for elevada, estes alimentar-se-ão de outros insectos prejudiciais às plantas. Caso estes insectos prejudiciais deixem de existir, os insectos benéficos irão à procura de outros locais. Assim, antes de pensar utilizar um insecticida pense que nem todos os insectos são prejudiciais. Cabe-nos a todos, colectivamente, decidir como deveremos proceder individualmente nesta pequena grande cruzada. De facto, diversas pragas desenvolveram imunidade a controlos químicos, de modo que estes controles biológicos são muitas vezes a melhor solução.

Algumas medidas que poderão ser tomadas para combater os insectos prejudiciais são:

-Utilização, sempre que possível, de variedades resistentes de árvores e arbustos.

-Manutenção do jardim limpo depois de cada estação de crescimento, garantindo a remoção de ramos secos ou cepos, que providenciam um óptimo local para o desenvolvimento de certos insectos prejudiciais.

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