Como ter uma casa ecológica?

Nuno Quental
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. Poluição electromagnética: este tipo de poluição tem ganho maior atenção pública sobretudo desde o advento dos telemóveis e antenas transmissoras. Embora os cientistas se dividam relativamente aos perigos desta radiação, há contudo vários estudos que apontam para a existência de graves efeitos secundários. O risco de contracção de doenças, como a leucemia, parece ser acrescido em residentes próximos de postes de alta tensão e de antenas de telemóveis. Milhões de pessoas em todo o mundo estão, consciente ou inconscientemente, envolvidas numa experiência com resultados incertos. O princípio da prevenção não está, pois, a ser cumprido;


. Poluentes de origem natural: muitos poluentes ocorrem naturalmente na Natureza, ainda que, regra geral, em níveis que não constituem uma ameaça. A radioactividade e o gás radão são porventura dos mais preocupantes. O radão penetra nas casas (através de fendas, canos, etc.) e, se estas não se encontrarem devidamente ventiladas, pode atingir concentrações nocivas para a saúde. Em zonas de risco é recomendável realizar medições. O pólen, o pó e os esporos de fungos também se podem considerar poluentes naturais, visto que estão relacionados com o surgimento de alergias e de asma.
 
Para ter uma casa saudável é necessário, portanto, minimizar a ocorrência destes poluentes. Seguem-se algumas estratégias que devem ser adoptadas neste sentido:
 
Arquitectura saudável


- adaptação ao clima: a boa localização das janelas pode contribuir para reduzir necessidades energéticas, facilitar o arejamento e aumentar a luminosidade. Uma entrada pavimentada e coberta permite reduzir a quantidade de resíduos que entra em casa (o ideal é que as pessoas se descalcem ao entrar em casa);

- reduzindo os produtos da combustão: todos os equipamentos a gás ou com combustão deviam ter respiradouros para o exterior e estar equipados com monitores de monóxido de carbono. Deve haver uma entrada de ar na habitação para compensar o oxigénio que é consumido;

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