Uma visita à Tapada de Mafra

Miguel Monteiro
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Com 3 horas e meia para fazer a visita, pode-se andar ao ritmo que se quiser, parando nos locais que por esta ou outra razão mais nos atraiem. Para quem gosta da Natureza e de aprender algo sobre ela, a Tapada proporciona uma tarde muito bem passada. É também um lugar indicado para os amantes da fotografia, que encontram motivos para fotografar a cada passo.

Já na estrada que leva aos portões da Tapada, um último gamo, em jeito de despedida, ficou a ver-me passar, pousando para a fotografia e deixando-me com vontade de voltar a percorrer os bonitos e frescos caminhos da Tapada.

Gostaria ainda de realçar o papel que a Tapada tem tido ao nível da educação ambiental. Não só permite o contacto directo com a Natureza, como ensina a respeitá-la, a conhecê-la e a preservá-la. No ano passado a Tapada recebeu a visita de 15.000 alunos que fizeram o passeio de combóio devidamente acompanhados por pessoal técnico. Este ano, ao fim de sete meses, já 20.000 alunos fizeram essa visita. É também de destacar os trabalhos de investigação científica que lá se vão desenvolvendo: efeitos do fogo controlado na vegetação; estado sanitário do gamo e do javali através da análise de vísceras; contagens dos cervídeos e respectivo tratamento estatístico (na última foram recenseados 50 veados e 450 gamos); etc.

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