Uma visita à Tapada de Mafra

Miguel Monteiro
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Tive a sorte de chegar na altura da refeição no cercado dos lobos Canis lupus (carneiro dia sim, dia não), tendo tido oportunidade de observá-los enquanto calmamente comiam à sombra de uma árvore, meio escondidos entre a vegetação rasteira. A alcateia tem actualmente 7 indivíduos (5 machos e 2 fêmeas) que são descendentes de lobos trazidos para a Tapada há 30 anos, com o objectivo de estudar o seu comportamento em cativeiro.

Anexo a este cercado encontra-se o cercado dos veados, tendo-se assim a visão quase irónica de veados e lobos refastelados à sombra, separados por escassos 5 metros.

Enquanto se rodeia os cercados, vários gamos, que estão em liberdade, vão surgindo à espreita num caminho, saltando detrás de um arbusto ou de uma árvore.

Os primeiros javalis Sus scrofa que vi foram os dos cercados, uma fêmea com as suas crias a esponjarem-se numa poça. Mais tarde, e já à saída da Tapada, vi em liberdade outro grupo familiar que pouco se pareceu importar com a minha presença.

De menores dimensões são os cercados da raposa Vulpes vulpes e dos viverrídeos (dois sacarrabos Herpestes ichneumon e uma geneta Genetta genetta). Aqui podem-se observar com alguma facilidade estes carnívoros de médio porte que são, por vezes, difíceis de observar na Natureza.

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